Bate o frio.
Bate a consciência.
Bate o desespero.
Bate os dentes,
e range,
reclama,
mas sorri.
Não sabe o que diz.
Não sabe se diz.
Não sabe o que fazer,
e por isso não faz nada.
E pensa,
mas não levanta.
E sabe,
mas não age.
Para de sorrir.
Não faz sentido.
Não tem sentido.
Não quer senti-lo,
mas sente,
é amor.
Não quer aguentar,
ou sequer tentar,
não quer disfarçar,
porque sofre.
Porque ama.
Porque não é amada.
Sorri amarelo,
porque já não tem mais lágrimas.
A preguiça toma conta.
A vida continua.
O amor permanece,
e prevalece.
Não morre.
Mas não parece viver.
Saudade, saudade, saudade.
Vida, vida, vida.
A lua cheia,
já não diz mais nada.
E continuam sem entender,
que de amantes,
o hospício está cheio.
E o inferno,
de boas intenções.
Eu perdoo.
Hipocrisia.
Maluca, sim.
Apaixonada, mais.
Café com pão, dizia.
E dói.
Costumo dizer que sempre deixamos muito de nós no que escrevemos, portanto aqui tem tudo que eu penso, quero, e sou. Talvez essa seja a causa da minha "quase-obsessão" por escrever: querer e tentar me conhecer melhor. Eu escrevo muito, e funciona como uma terapia para mim. Mas isso não quer dizer que eu escreva bem! São apenas tentativas de expressar sentimentos, de dizer o que não pode ser dito, e de se sentir o que se diz por desejar. São relatos, desabafos, manhas, crises e MOMENTOS ANÍMICOS.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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Quem sou eu
- Letícia Gonçalves
- Letícia Gonçalves, catarinense, joinvilense, estudante de jornalismo.