domingo, 25 de abril de 2010

momento anímico de cinco de abril, 22h18

"Cada pessoa, ainda que muito escondida e intimamente, vive em busca de alguém por quem possa morrer, por quem possa querer continuar vivendo, com quem possa se sentir livre no enclausuramento de um coração. Cada pessoa, ainda que sinta vergonha disso, busca freneticamente encontrar alguém que se torne o motivo de suas loucuras, a razão de sua irracionalidade, a inspiração de poemas rabiscados, de tentativas de expressar sentimentos não compreendidos sequer por quem sente. As palavras têm exatamente o sentido que a elas atribuímos, as pessoas têm espaço na nossa vida tanto quanto permitimos, e nós amamos uma outra vida o máximo que conseguimos, sem parar para pensar que entre o mínimo e o máximo cabe o infinito, e que maior do que isso, só mesmo Deus. E esses rabiscos, moradores de gavetas**, esses pedaços de papel recheados de mentiras sinceras e verdades inexplicáveis - e por vezes improváveis -, esses fragmentos de mim... Eles são tudo que eu tenho nesse curto espaço de folha*. São tudo que eu preciso nesse curto espaço de crise. São muito do que eu significo nesse suficiente espaço de vida. São um pouco do que eu represento no infinito espaço da existência. É duro escrever sobre amor o tempo todo. É chato parecer tão sentimental. É... Melhor do que nada. Passou."



*folha na qual foi escrito o texto antes de vir para o blog :D

Quem disse que os textos precisam de um tempo na gaveta
** para parecerem melhores, acertou. Eu leio tudo que eu escrevo, umas quinhentas vezes cada linha, e inclusive a que você está lendo agora deve ter sido alterada pelo menos cinco vezes - e ainda não ficou boa o bastante. É que quando eu escrevo e em seguida já leio, tenho a sensação de que tudo parece pouco perto do que eu quero dizer. E é por isso que só agora eu estou postando esses momentos anímicos, que depois de uns dias de amadurecimento forçado, sem que uma palavra fosse alterada, parecem agora estar prontos. Droga, isso tá ficando uma porcaria. Nem vou colocar como introdução. Vai lá pro final. Só para constar. Droga. Tchau!


Tá, mais um.



"O poeta é o maior fingidor que existe. Farsante, hipócrita até mesmo em sua sinceridade, constrangedor em sua intimidade, sensível na teoria prática do papel, sofredor de bar, de colo, de amor. Feliz é o poeta que consegue se expressar, enquanto eu perco tempo tentando o definir, apenas por inveja, por não conseguir dizer agora o que eu quero."

shittttttttttttttt




TUDOMEU.

Um comentário:

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Letícia Gonçalves, catarinense, joinvilense, estudante de jornalismo.

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